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Caminho para a felicidade

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É quando nos deparamos com imagens como esta que temos certeza que vale a pena estar vivo para presenciar a grandeza da Terra.

Simplesmente Lindo

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Flor de Lótus

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Tristeza (Michael Forever)


Foi muito difícil pra mim escrever hoje. Estou abalada com a morte do Michael Jackson. Depois que me tornei adulta deixei um pouco de lado a admiração que sentia por ele, mas não há como esquecer o quanto ele marcou a minha infância. Ele e sua fantática e melodiosa voz tocaram a minha alma ainda quando era bebê e me tornei uma criança apaixonada. Depois de crescida e com o seu afastamento da mídia esqueci um pouco de sua imagem, mas jamais esqueci sua voz e com certeza jamais esquecerei. Sua súbita morte surpreendeu a todos que gostavam ou não dele, e me fez refletir o quanto frágil e passageira essa vida é. E ela é tudo o que temos. Devemos nos agarrar a tudo aquilo que nos faz felizes e nos torna pessoas melhores, não apenas para os outros, mas principalmente para nós mesmos, não podemos saber quando nossa jornada nesse mundo irá acabar, contudo podemos fazer dessa vida única, a nossa maior riqueza e tudo o que consquistarmos de bom e verdadeiro permanecerá conosco para sempre. Estou muito triste e não tem como evitar, e quero compartilhar um pouco dessa tristeza com todo mundo. A autora desse brilhante texto foi capaz de expressar a realidade de algo tão doloroso quanto a tristeza. Nunca sinta vergonha por chorar ou estar triste, pelo contrário, regozigeje-se por ainda sentir alguma coisa. (Michael, eu sempre serei sua fã. Jamais me esquecerei de ti! P.S: I love you!) Se você quer conhecer um pouco da vida do Rei do Pop Michael Jackson Clique Aqui!


A Alegria na Tristeza


O título desse texto na verdade não é meu, e sim de um poema do uruguaio Mario Benedetti. No original, chama-se "Alegría de la tristeza" e está no livro "La vida ese paréntesis" que, até onde sei, permanece inédito no Brasil. O poema diz que a gente pode entristecer-se por vários motivos ou por nenhum motivo aparente, a tristeza pode ser por nós mesmos ou pelas dores do mundo, pode advir de uma palavra ou de um gesto, mas que ela sempre aparece e devemos nos aprontar para recebê-la, porque existe uma alegria inesperada na tristeza, que vem do fato de ainda conseguirmos senti-la. Pode parecer confuso mas é um alento. Olhe para o lado: estamos vivendo numa era em que pessoas matam em briga de trânsito, matam por um boné, matam para se divertir. Além disso, as pessoas estão sem dinheiro. Quem tem emprego, segura. Quem não tem, procura. Os que possuem um amor desconfiam até da própria sombra, já que há muita oferta de sexo no mercado. E a gente corre pra caramba, é escravo do relógio, não consegue mais ficar deitado numa rede, lendo um livro, ouvindo música. Há tanta coisa pra fazer que resta pouco tempo pra sentir. Por isso, qualquer sentimento é bem-vindo, mesmo que não seja uma euforia, um gozo, um entusiasmo, mesmo que seja uma melancolia. Sentir é um verbo que se conjuga para dentro, ao contrário do fazer, que é conjugado pra fora. Sentir alimenta, sentir ensina, sentir aquieta. Fazer é muito barulhento. Sentir é um retiro, fazer é uma festa. O sentir não pode ser escutado, apenas auscultado. Sentir e fazer, ambos são necessários, mas só o fazer rende grana, contatos, diplomas, convites, aquisições. Até parece que sentir não serve para subir na vida. Uma pessoa triste é evitada. Não cabe no mundo da propaganda dos cremes dentais, dos pagodes, dos carnavais. Tristeza parece praga, lepra, doença contagiosa, um estacionamento proibido. Ok, tristeza não faz realmente bem pra saúde, mas a introspecção é um recuo providencial, pois é quando silenciamos que melhor conversamos com nossos botões. E dessa conversa sai luz, lições, sinais, e a tristeza acaba saindo também, dando espaço para uma alegria nova e revitalizada. Triste é não sentir nada.



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