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Caminho para a felicidade

Caminho para a felicidade
É quando nos deparamos com imagens como esta que temos certeza que vale a pena estar vivo para presenciar a grandeza da Terra.

Simplesmente Lindo

Simplesmente Lindo
Flor de Lótus

sábado, 27 de junho de 2009

Quem morre?


Acho que nós estamos morrendo um pouco a cada dia e não estamos nos dando conta disso. Estamos nos matando e deixando as pessoas fazerem isso com a gente. Devemos procurar descartar tudo que nos faz mal. Contudo precisamos saber o que não estar certo e assim poder concertar o que anda errado dentro e fora da gente. O texto de hoje é do escritor Pablo Neruda, e é uma profunda reflexão sobre o fato de estarmos ou não vivos.


Quem Morre?
Pablo Neruda


Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não encontra graça em si mesmo.
Morre lentamente quem destrói o seu amor próprio, quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias os mesmos trajetos, quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova cor ou conversa com quem não conhece.
Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o preto sobre o branco e os pontos sobre os “is” em detrimento de um redemoinho de emoções, justamente as que resgatam o brilho dos olhos, sorrisos dos bocejos, corações aos tropeços e sentimentos.
Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz com seu trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, quem não se permite pelo menos uma vez na vida fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da sua má sorte ou da chuva incessante.
Morre lentamente, quem abandona um projeto antes de iniciá-lo, não pergunta sobre um assunto que desconhece ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.
Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior do que o simples fato de respirar.

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